domingo, 16 de outubro de 2016

Desabafo sobre Mundo Adotivo...



Estou no mundo na adoção deste maio de 2012. Estes anos foram de muita aprendizagem para mim e também de muitas decepção!

Quando, eu e meu marido, resolvemos dar entrada com o pedido de habilitação, tinha a ILUSÃO de que havia uma chuva de crianças para se adotar no Brasil dentro do nosso perfil desejado da época, que era menina entre 4 e 6 anos, etnia branca ou parda. Logo que ligamos para a VIJ da nossa comarca, para tomar ciência dos documentos e tempo de espera para o nosso perfil, levamos um balde á água gelada, media de espera para o perfil desejado, 4-5 anos. Quem me conhece, sabe que paciência não é meu forte, nem um pouco, por sinal!

Entrei nos grupos de apoio a adoção que tinha no ORKUT e lá aprendi MUITOOOO!!!!

Descobri os perfis das crianças disponíveis para a adoção... Quais eram as características padrões de suas famílias biológicas, quais eram os desafios de quem opta por adoção tardia (tardia de fato, acima de 6 anos), quais os passos da habilitação, destituição, guarda, adoção... Mergulhei em um aprendizado imenso! Descobri o significado dos termos jurídicos, troquei sonhos com os demais, mas principalmente, cresci como pessoa. Descobri que queria ser mãe! Que o filho idealizado, não era o filho real abrigado. Descobri que o papel de mãe que idealizei que eu seria, iria ser trocado, rapidamente, pelo perfil de mãe que meu filho ou filha necessitaria.

Sim, soube de comarcas e juízes relapsos, que simplesmente esqueciam crianças em abrigos, soube de crianças abrigadas destes bebês. Soube de defensores públicos biologistas ao extremo, soube de retorno de crianças a suas famílias biológicas que terminaram em tragédias ou em traumas maiores... Mas soube também que a grande maioria tenta fazer o certo! Soube de grupos de irmãos abrigados tardiamente, que não tinham adotantes porque eram velhos demais... Soube de crianças sem adotantes, pq o histórico familiar era complicado, de crianças abusadas (física ou emocionalmente) que tinham o seu direito de ter família esquecidos, porque simplesmente o passado as condenava, um passado que elas não tinham qualquer culpa, mas elas é que foram condenadas a viverem em abrigos.  

Cresci, amadureci, mudei o perfil e me tornei mãe dos filhos que Deus e a justiça me confiariam antes mesmo deles chegarem, até mesmo de terem sexo, idade, etnia ou nomes conhecidos. E assim como eu, tive o privilegio de ver muitas outras famílias ampliando, grupos de irmãos, HIV, idade, sexo indiferente, doenças graves ou moderadas, deficiências...

Infelizmente, nos últimos meses tenho visto um retrocesso de perfil... A cada pergunta que leio nos grupos de apoio, meu coração murcha, porque vejo o distanciamento gritante da realidade das crianças e jovens abrigadas.

  • Habilitados querendo “filhos” bilíngues, onde a maioria das crianças abrigadas tem defasagem escolar.
  • Habilitados querendo fazer “teste drive” antes de aceitar adotar, usando o projeto de apadrinhamento afetivo com má intenção.
  • Habilitados querendo “filhos” como muletas para cuidar dele na velhice, como se adoção fosse moeda de troca.
  • Habilitados querendo bebês e reclamando da espera, que certamente será longa em quase todas as comarcas brasileiras, afinal VIJ não é fabrica de bebês!
  • Habilitados para bebês saudáveis, CONDENANDO e CRITICANDO quando os adotantes de adoção tardia, grupos de irmãos, crianças especiais expõem sua alegria em sua maternidade/paternidade. Mostrando que o filho não precisa ser “perfeito” para torna-los felizes e pedindo uma reflexão dos demais, para que eles também pensem se não dá para abrir um pouco mais o perfil.
  • Habilitados de adoção tardia e/ou grupos de irmãos, querendo praticamente um book e currículo das crianças abrigadas, porque entendem que já que aceitam um perfil mais amplo, elas têm o direito de escolher a dedo a criança que aceitará em sua casa.
  • Pais adotivos, descrevendo as crianças e jovens que aceitaram como “filhos”, como ingratos e problemáticos, com má índole, simplesmente porque acreditam que os filhos devem ser AGRADECIDOS pela grande caridade de ter sidos adotados, desconhecendo por completo as fases de adaptação.


Tenho a sensação de que as pessoas se habilitam e esquecem que se preparar para uma maternidade ou paternidade, seja adotiva ou biológica, é uma preparação constante, que leva meses e mesmo assim, depois, terá momento que ficará totalmente perdido, mas terá, dentro de si, a certeza que deseja ser mãe ou pai para sempre, custa o que custar.

Esquecem que na ADOÇÃO a PRIORIDADE é encontrar FAMÍLIAS para as crianças e jovens REAIS abrigados, e não crianças irreais para os adultos insurgentes!

domingo, 9 de outubro de 2016

Hoje é Dia de Festa

Tudo bem, não faz tanto tempo assim, mas alguns detalhes se perdem com o tempo... Forço um pouco a memória e lembro que passamos na VIJ, conversamos com a equipe técnica e pegamos a autorização para conhecer e começar a aproximação com a nossa pequena. Com o coração na boca falamos que iríamos naquela mesma tarde ao abrigo, afinal nossos corações estavam os pulos pela imensa curiosidade de saber como era a nossa filha e de vontade de pega-la no colo...

Nossa amiga e cegonha Ana Paula nos leva até ao abrigo, se despede nos desejando sorte com um sorriso enorme no rosto... Uma nova Cegonha entrava nas nossas vidas para nunca mais sair... Respiramos fundo e apertamos a campainha do abrigo, logo vem uma jovem abrir, nos leva na recepção pedindo para sentarmos, vem à psicóloga e ali começa uma conversa, fico naquele momento imaginando quantas conversas como aquela elas já tinham invocado e presenciado, quantas historias aquele sofá foi testemunha e quantas ainda aconteceriam naquele local.

Depois das conversas, eis que a enfermeira entra com um toquinho de gente no colo – minha mente bateu asas naquele momento, indo ao passado, exatos 1 ano e meio antes, quando conhecemos o nosso primeiro filho, um meninão de 8 anos, mas que usava roupas tamanho 6, que naquele momento pouco lembrava o garoto enorme que ele tinha se tornado – minha mente volta ao presente se questionando – por que será que crianças abrigadas são tão miúdas?



Naquele momento tomei consciência que eu era uma decepção naquele abrigo, principalmente se a equipe esperava uma mãe calorosa! Estarrecida, assustada, abismada, congelada eram palavras que me descreviam perfeitamente naquele momento!

        Eu comecei a caminhar na maternidade de trás para frente, meu primeiro filho chegou “criado”. Comia, tomava banho, se arrumava sozinho e agora estava vindo um bebê, era tudo novo, uma nova realidade, na pratica, me tornei mãe de primeira viagem!

Quando a gente esta na fase da espera e recebe o famoso telefonema, a nossa imaginação nos pega uma peça... 1 ano e 3 meses, esta era a informação que eu tinha, passei a imaginar o tamanho... Procuramos outras crianças da mesma idade e fomos “montando” a nossa filha, quando eu a vi entrando, tão miudinha, com aquele olhar enorme, desconfiado, simplesmente travei e pensei - Vou dar conta? - Meu marido, na hora viu meu desespero, tomou à dianteira e a acolheu em seu colo. Naquele dia éramos duas nos questionando, parecia que dava para ver a incerteza no olhar da Juju - Esta vai ser a minha mãe? Sei Não! Não me parece que ela sabe o que tá fazendo! 



Hoje vejo que a equipe do abrigo sentiu meu pavor, pois me pediram para dar comida, brincar, dar banho, acho que era para "quebrar o gelo", como dizem! Eu fiz o que me pediram, mas era visível a desconfiança da pequena em minha capacidade. rssss



Agora os meses passaram, hoje ela completa 3 anos... Faz quase 2 anos que ela chegou e agora nada me assusta... Ops! Quase nada! Somente a inteligência da pequena, que é capaz de dar nó em pingo d’água!


Parabéns Juju! Parabéns Filha!!! 
Feliz 3 aninhos!!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Amor entre Irmãos - Vinculo Eterno



Ontem li, nos grupos virtuais de apoio à adoção, o lindo depoimento da Shirley Machado sobre a passagem do seu querido pai e de como foi importante o apoio e presença de seus irmãos ao seu lado. Ao mesmo tempo, ela fala da alegria em saber que seu filho terá este mesmo apoio dos irmãos, quando ela não mais estiver presente.

Um grupo de irmãos, separados... mas que possuem forte vínculo afetivo entre eles, que se amam, que se cuidam, que se veem! 

Deixo aqui meu apelo a quem aceita fazer adoção conjunta (grupos de irmãos separados, mas com o compromisso de manterem o vínculo e de se verem constantemente), não faça este tipo de adoção apenas da boca para fora.

Muitas são as queixas das famílias, no pós-adoção, de que a(s) família(s) que adotaram os menores simplesmente somem ou não aceitam mais manter o contato depois que a nova certidão sai.

Vocês não estão enganando o judiciário, não estão furtando os laços de irmãos da equipe técnica. Estão enganando e furtando a vida do(s) filho(s) de vocês. Um dia, eles vão saber que possuem irmãos e quando for atrás, pode saber pela outra família que eles queriam contato, mas foi você que impediu... que foi você que se afastou... que foi você que lhe tirou os irmãos... e você pode não gostar de ser cobrado disto.


Lembre-se: você não tem o direito de separar o que a vida e Deus uniu! 

sábado, 9 de julho de 2016

Decidir adotar não é complicado, difícil é decidir ter um filho!


"Decidir adotar não é complicado, difícil é decidir ter um filho!"


Se você fala esta frase, muito já argumentam que não é verdade, que adotar é difícil, como se filho por adoção fosse diferente de ser filho! E não é!

Então antes que você decida ter um filho (independente de qual via venha), saiba que ter um filho é maravilhoso, mas complicado! Ser responsável por um ser, educar, amar, amparar, proteger, mas ao mesmo tempo ensinar a tomar suas próprias decisões, superar medos, dúvidas, angustias, assumir erros e acertos, é complicado, mas falo, é MARAVILHOSO acompanhar tudo isso!

Uma experiência muito boa, mas mega cansativa. Vê-los brincar e ficar pensando em qual profissão vão ter, o que conquistarão no futuro... É empolgante e muito, muito desafiador! Pensar que vão sofrer a 1ª desilusão amorosa, o vestibular, o 1º emprego e desemprego... Achando que tudo isso é muito e é o fim do mundo. Ter que acompanhar tudo, sabendo que é não é tão grave, mas respeitar o momento de crescimento e amadurecimento de cada um. Tentar impor limites, educar, mas saber dosar para ser amigo confidente de suas artes e amores.

Saber que terá dias que você irá dormir muito brava, mas acordar no outro dia com um abraço, um beijo ouvindo: Mãe, te amo! Parece piegas, mas é recompensador!

Ver o sorriso a cada conquista, os olhos brilhando a cada nova aventura... Os passeios, as brincadeiras, as piadas bobas... Deve ser por isso que, por mais que dê trabalho, seja cansativo e caro, a grande maioria não se arrepende da escolha de ter filhos. É como viver tudo novamente, mas com outros olhos, outras expectativas. Tudo ganha um brilho diferente!

Graças à maternidade aprendi que tem coisas que não vale a pena brigar, aprendi a dar um tempo, esfriar a cabeça, depois conversar. Também aprendi que tem coisas que não tem como relevar, que tem que impor limites na hora. Aprendi a brincar, mas a dar um basta, quando chega ao limite. Já a 2ª maternidade me trouxe novos desafios e graças a isso vou aprendendo e crescendo como pessoa. 

Talvez a maternidade/paternidade tenha este objetivo na evolução, nos tornar melhores do que somos, mais humanos, mais pacientes, mais assertivos e, principalmente, mais maleáveis. 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Seu passado... Nosso futuro!



Muitos vão perguntar: O que esta doida esta falando do livro Cinquenta Tons de Cinzas em sua pagina de adoção??? rsssss

Muitos leram a trilogia Cinquenta Tons de Cinza, se prenderam ao romance e as cenas de sexo. Eu o li, e como a maioria das pessoas, inicialmente me apeguei na linda história de amor que desenrola e fortalece em cada capitulo, mas depois, resolvi reler e me ater ao lado psicológico...

Um menino, órfão aos 4 anos, filho de uma usuária de drogas, que tinha um cafetão, exposto a todos os tipos de violência e negligencia, espancado constantemente pelo então cafetão de sua mãe, sem ela nunca o defender. A viu morrer e ficou trancado com ela falecida por dias dentro de uma casa. Adotado, leva para sua nova vida, todos os traumas e medos, raiva, repulsa, fobias...

Esquecendo as partes do livro que aborda o lado romântico, sexual e mirabolante de uma vida milionária, muitos de nossos filhos vão vim com mochilas cheias de historias repugnantes, tristes e com muitos traumas.

Não estou falando aqui que uma criança que sofreu maus tratos, vai virar (obrigatoriamente) um sadomasoquista, controlador, ciumento e possessivo... Mas que os nossos filhos são afetados - positiva e negativamente - em grau maior ou menor pelo seu passado, isso é verdade. As vezes se isolando, as vezes desafiando, e a - grande maioria - na forma de se ver, se alto julgando não merecedor de amor, carinho e cuidados, causando muito atrito em sua convivência familiar, assim como o Christian Gray do livro.


Não vou apontar um Norte para ninguém, óbvio que cada historia e cada recomeço vão apontar qual o melhor caminho a tomar. Cabe aos papais, sabendo o quão pesado é esta mochila emocional, tentar ajudar os filhos a carrega-la e ir auxiliando no “descarte” ou “reciclagem”, para que ela fique, se não vazia de lembranças ruins, o mais leve possível.

domingo, 1 de maio de 2016

Carta para Boechat e toda rede Band News


Olá Ricardo Boechat, tudo bem?

Boechat, sou ouvinte de vocês em Curitiba e sempre escuto a Band News Curitiba à caminho do trabalho, após deixar meus filhos em suas respectivas escolas, por isso, por já me sentir um pouco intima de vocês, tomo a liberdade de te escrever para sugerir uma reportagem ou uma série de reportagens para a Band News.

No próximo dia 25 de maio, comemoramos o Dia Nacional da Adoção, nós famílias constituídas pela adoção, militantes da causa, grupos de apoio, habilitados e habilitandos usamos esta semana para militar mais intensivamente como forma de esclarecer e desmistificar a adoção e traçar meta para o próximo ano de atuação dentro dos grupos de apoio.

Boechat, segundo o Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas, existem no Brasil 45.876 crianças e adolescentes abrigados e destes, 6.534 estão aptas a serem adotadas. Destas crianças aptas a serem adotadas, a grande maioria são adoções necessárias, que se classificam em crianças acima de 8 anos, grupos de irmãos, crianças especiais (deficiência física ou mental), adolescentes e crianças portadoras do vírus HIV.

Além de mãe adotante Boechat, sou militante e presidente de um grupo virtual de apoio à adoção. Dentro dos grupos – do Brasil todo – lutamos para que os habilitados ampliem seus perfis para estas adoções. É um luta diária, mas aos poucos estamos mostramos que estas adoções são tão prazerosas como adotar um bebê saudável. Procuramos mostrar aos habilitados que há sim crianças para serem adotadas, bastam eles abrirem os seus lares e corações para estas crianças já destruídas e esperando alguém para chamar de mãe e pai, mas fazendo uma continha básica conseguimos ver que apenas 14,25% das crianças e adolescentes abrigados estão com sua situação jurídica definida.

Quando vejo estes números sinto que algo está muito errado, e que a prioridade absoluta não é assim tão “prioridade”, muito menos “absoluta”. Primeiro: abrigar uma criança deve ser a última medida a ser tomada e sua permanência deve ser a mais curta possível, devem ter a sua situação definida o mais brevemente possível; a lei diz que em 120 dias, ou retorna para a sua família de origem ou é destituído do poder familiar e cadastrado no CNA para adoção, mas sabemos que estes 120 dias raramente é obedecido. Há crianças abrigadas há anos sem definição, outras tantas, já colocadas em famílias adotivas e sem ter uma definição jurídica (o caso mais recente foi o da Duda, em Minas Gerais, que quase terminou em um retorno desastroso a uma família que a criança já não possuía qualquer vinculo afetivo).

Ninguém, fora do mundo adotivo, pensa nestes jovens abrigados, porque ninguém os vê... Ninguém questiona se eles querem continuar abrigados, sem definição, até que os adultos resolvam agir como adultos... Ninguém ouve seus lamentos... Ninguém pergunta quais são seus sonhos... Ninguém os acolhe em seus pesadelos... Ninguém pensa o que será destes jovens ao completarem 18 anos e sem apoio de familiares, na grande maioria das vezes, órfão de pais vivos.

Então, tomo a liberdade de pedir que você e toda a rede Band News, em suas respectivas cidades, vejam, ouçam, mostrem para a toda a sociedade que estes jovens existem, que eles têm voz, que têm sonhos, que desejam ser amparados e amados, e que quando não for mais possível que suas próprias famílias biológicas o tenham como filhos, que todos eles sejam encaminhados para famílias afetivas, que vão ama-los incondicionalmente! Quem sabe, com o apoio de imprensa, estas crianças e jovens passam a ser prioridade, dentro de suas próprias famílias e também dentro do sistema judiciário.

Agradecidamente,

Elimeiri Autuori Tomazeti

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Sou mãe de uma criança com TDA!






Sei que normalmente escrevo sobre adoção, mas hoje venho desabafar, estou cansada de receber e-mails, mensagens e de ser marcada em postagens contra o uso da ritalina e outras medicações da mesma natureza, que sugerem que deixam crianças como zumbis!

Primeiro quero deixar claro que sim, sou contra a medicação de crianças e adolescentes e acredito sim, que exista o uso indiscriminado destas medicações. Qualquer criança com energia normal de criança, hoje é tida como hiperativa e então segue medicada para dar menos trabalho aos professores e pais, quando deveriam estar correndo, pulando, subindo em árvores, para queimar energia, como era antigamente. Segundo, se a criança esta com comportamento "zumbi" (falta de sono, falta de apetite, sem interação), deve retornar ao neuropediatra e informar, onde será ministrada nova dosagem ou outro tipo de medicamento, infelizmente esta adequação é por tentativa e erro.

Saiba que, só quem é mãe e pai de uma criança diagnosticada – corretamente – com TDA ou TDAH sabe quando tarefas simples, como comer, tomar banho, escovar os dentes se transformam em uma batalha. Estudar então, chegar a ser a hora do terror de muitos pais, mães e filhos.


Depois de muitas terapias, aulas extracurriculares, atividades físicas, reforço, terapias convencionais ou não convencionais (como hipnose), muitos acabam cedendo ao auxilio da medicação. Vejam, quando um filho tem diagnostico de TDA ou TDAH, muitas vezes isso não vem sozinho, vem acompanhado de DPAC, dislexia, TOC, TCL, TDO e os pais precisam lidar com o luto do filho idealizado, ao mesmo tempo, precisam aceitar a nova realidade e já buscar ajuda para o seu filho, passam então a viver em outro universo, o do preconceito!

Muitas escolas tratam as crianças portadoras de TDA ou TDAH como bagunceiras, sem limites, sem educação, desinteressadas, às vezes, mesmo com laudo médico, alguns professores não sabem abordar de forma diferenciada estes alunos.

Na sociedade, este pré-julgamento continua, julgados como “pais bananas” e permissivos, que aceitam tudo que o filho faz, estes pais são constantemente avaliados pela falta de controle sobre os filhos, quando então, já esgotados de todos os julgamentos e tratamentos, muitas vezes com pouco ou nenhum resultado visível, optam pela medicação como porta de salvação para que o filho, passe então a produzir de forma esperada na escola e perante a sociedade, passam então de “pais banana” a algozes, que dopam o filho com medicações para então dissimular a falta de controle sobre os filhos.

Nada machuca mais os pais do que este julgamento!


Desconheço um pai ou mãe, que se pudesse não medicar o filho, não pararia imediatamente. Eles cedem a esta esperança por falta de melhora visível ou suficiente nos outros tratamentos efetuados. Só quem é pai e mãe, sabe a luta diária que é ler um texto, fazer uma continha, efetuar uma interpretação, se o filho for portador de TDA ou TDAH. Se abrimos mão de nossas verdades, em busca de uma melhora dos nossos filhos, não é porque somos irresponsáveis, muito pelo contrário, desejamos que nossos filhos melhorem, se desenvolvam, sejam capazes de executar tarefas que as crianças da idade deles fazem.

Não merecemos sermos julgados por estarmos tentando o melhor para nossos filhos, por desejarmos ajuda-los a se desenvolverem e se tornarem adultos conscientes, responsáveis por suas vidas.

Somos pais de crianças especiais e para elas lutamos todos os dias contra todos, incluindo o preconceito! 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Histórias de Minha Vida.


Quero falar com vocês sobre a história dos nossos filhos, ela não pertence a nós!

Vou falar um pouquinho da história de uma pessoa da minha família, esta pessoa nasceu em um tempo que não ter o nome do pai em certidão era um estigma imenso, bastardo era o adjetivo mais tênue que recebia. Sua mãe, nunca falou o nome de seu pai biológico, sendo criado pelo pai de criação, irmão mais velho, vó postiça... Sempre que questionava, a mãe falava que o nome ela levaria para o tumulo e assim o fez. Esta pessoa, nos momento de crises internas sempre se lastimava em não saber o nome de seu pai e fazia as piores suposições possíveis!

Sua mãe não respeitou o direito básico de informar a sua origem, sua historia e está foi uma lacuna que nunca se preencheu. A pessoa ficou anos presos neste passado, com a morte da sua mãe, esgotou qualquer possibilidade de saber a quem pertencia. Não é que desejasse viver ao lado do pai, mas seu passado lhe pertencia, e esta pessoa nunca pode recuperar esta parte da sua história, saber de tinha mais irmãos, se tinha avôs paternos, tios, tias, primos e primas! A história da sua família e a sua própria historia.

Quando vamos adotar, normalmente recebemos a historia dos nossos filhos, e quase  sempre a história não é linda, nem heroica, nem cinematográfica, muito pelo contrário, são historias sofridas, difíceis e que vem (de geração à geração) se repetindo, avôs, pais e filhos reescrevendo os mesmos erros, sem conseguir quebrar o circulo vicioso que todos vivem.

Muitas das famílias construídas pela adoção sentem um frio no estomago quando pensa no passado de seus filhos. Se adotam bebê, se questionam se não seria melhor não falar nada, se adotam crianças maiores ou adolescentes e estes o buscam para falar sobre o passado, as novas famílias cortam a conversa, pois acredita que se não falar, o passado será esquecido. Desta forma o passado se torna um estigma, um fardo, um assunto proibido, e a lacuna não se preenche, não se resolve.

Quando estas crianças crescem e vivem em um ambiente de aceitação, onde a sua vivência é respeitada, independentemente se foi boa ou não, onde os adultos envolvidos optam por tentar auxiliar a compreender as duvidas que surjam, onde se podem falar, repetir, pensar, interagir, elas vão resolvendo as questões a cada conversa, a cada palavra.  Solucionando aos poucos os medos, anseios, dúvidas, aflições. Desta forma tornam adultos conscientes da trajetória de suas vidas, fortes e firmes, cientes de que são amados por quem são realmente e não por quem representam ser.

terça-feira, 8 de março de 2016

Filho - Agora ele é real!



Quando esperamos um filho, parido ou não, começamos a idealizar o seu caminho. Fazemos grandes planos e então, a grande hora chega! Para alguns o parto ocorre na maternidade, para outros na vara da família, mas independentemente do local, ambos são sonhados e idealizados...

O filho chega e os papais entram - de um só salto - no mundo real, que muitas vezes traz uma realidade não imaginada, muito menos cogitada pelos novos papais. Seu filho tem um distúrbio ou diagnostico não esperado, e agora?

Se em uma gestação biológica, mesmo tendo todo acompanhamento pré-natal adequado, isso é possível, quando optamos por uma adoção esta é uma possibilidade bastante plausível. E os futuros papais por adoção precisam estar conscientes desta possibilidade, mesmo que tenha optado por adoção de crianças saudáveis. Primeiro porque muitas destas crianças não tiveram pré-natal em suas famílias de origem. Segundo porque muitos não tiveram rotina médica nos primeiros meses ou anos de vida em suas famílias de origem e terceiro porque, muitos abrigos não conseguem ter uma avaliação e acompanhamento adequado na rede pública de saúde.

Muitos papais nas primeiras dificuldades escolares e primeiras reuniões, com os professores, vão se sentir frustrados pelo baixo ou inexistente rendimento escolar. Obvio que a primeira reação é chorar ou questionar - o porquê comigo, meu Deus? – em seguida vem à vontade de culpar: a mãe biológica que não se cuidou, a família de origem que não acolheu; o juiz que “enganou”; o abrigo que não avaliou. E os sonhos começam a trincar... As palavras de “conforto”, que em nada ajudam, começam a vir dos familiares e amigos: Deus não dá nada que você não pode carregar! - Essas crianças só vêm para pessoas especiais e escolhidas por Deus! – Tudo serve apenas como um “laudo social” que a criança não atingirá as metas que os papais traçaram para ele e que os papais devem se conformar.

Os papais sentem angústia, aflição, frustração e medo de não dar conta ou condicionar o amor às vitorias do filho, mas depois do luto vivenciado, vem uma vontade imensa de mudar aquela historia. Passam então a uma jornada de exames, médicos, especialistas, tratamentos, acompanhamentos e deixam a vida da criança dependente de superar as dificuldades escolares, para que no futuro possa ter um DOUTOR à frente do nome.

Muitos papais, nesta fase, sofrem outro choque, mesmo com todos os tratamentos, remédios e reforço escolar, a criança não rende como as demais! A realidade bate à porta, cabe então aos papais buscarem tratamento, não mais para o filho, mas para si! Abrir mão do idealizado, do sonhado, do desejado para se trabalhar com o real, com as vitorias e conquistas possíveis. Isso não quer dizer que se deve abandonar os tratamentos necessários da criança, mas deve abrir mão de agradar a sociedade, de tentar colocar a criança na forma que a sociedade traz como aceitável e aceitar a criança como ela é, uma criança real.

A criança vai crescer e se ela não tiver um DOUTOR na frente do nome, mas for feliz sendo quem ela quiser ser, que mal tem?

Ela pode ter o dom para a música... Dança... Teatro... Costura... Motorista... Esporte... Padeiro... São tantas as profissões possíveis que esta criança pode exercer no futuro, porque limitar a um diploma que não é sinal de felicidade e realização???

Porque sufocar a criança, para ela ser aceita, quando devemos sufocar a sociedade para aceitá-la?

quinta-feira, 3 de março de 2016

Escolas, precisamos falar sobre elas!



Agora puxando o tema escola e casando com o tema adoção... Muitas das escolas que recebem nossos filhos não estão aptas a lidarem com eles, sejam porque eles são filhos por adoção (que gera grande preconceito), seja porque eles possuem, em sua maioria, algum grau de dificuldade de aprendizagem.

Devemos ser pais atentos, não somente sobre a forma que nossos filhos são acolhidos na escola, como a forma que eles são tratados em sala, no desenvolvimento. Hoje as escolas se dizem inclusivas, mas na verdade, o padrão em nada mudou. As escolas não estão preparadas para lidarem com uma criança portadora de TDAH, muito menos com os nossos filhos, que possuem um passado nada agradável e distúrbios bem mais complicados. Eles colocam nossos filhos em uma turma com mais de 30 alunos, muitas vezes sem professor auxiliar, e querer que se desenvolvam!

Óbvio que de imediato a criança se sente perdida com esta nova realidade, e os professores e coordenadores começam a convocar os pais, quase constantemente, para falar sobre os problemas escolares. Não dão soluções, mas cobram medidas dos pais – avaliações com psicopedagoga, psiquiatra, exames, psicóloga, fonoaudióloga, e por fim, falam para os pais levarem seu filho ao neuropediatra e pedir medicação - a criança não se concentra, não rende, não para quieta, conversa demais e a lista de reclamações não para. A culpa não é da escola, que não busca uma forma de atrair a atenção e interesse daquele aluno “especial”. Então a utopia da inclusão escolar vai ralo abaixo.

Muitos são os relatos que chegam até os grupos de apoio à adoção de professores, coordenadores que não sabem como agir com uma criança vinda da adoção. Taxando os comportamentos normais em qualquer criança em vida escolar (birra, falta de interesse, falta de estimulo, falta de organização, brigas, traquinagens) como problemas diretamente relacionados com a adoção. Muitas destas crianças são taxadas de delinquentes, marginais em potencial de forma direta ou indiretamente e de nada adianta tentar conversar com estes professores, pois o preconceito esta enraizado. Solução? Mudar a criança de escola, causando mais um quebra de vinculo e instabilidade, mas estes sendo um mal menor, perto de ficar em um local onde a criança não é aceita.

As escolas tem uma forma e cabe ao aluno entrar dentro e se moldar, de forma natural ou forçada, não importa. Se aquele aluno tem dons artísticos, moda, canto, malabarismo, aprende musica com facilidade, excelente cozinheiro... nada disso importa, pois isso não cabe no molde escolar.

Inclusão pra que? Para quem?

Certamente não é para os nossos filhos, muito menos com a história e vivência de vidas que eles carregam em suas mochilas emocionais.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Simplicidade da Educação

 
 

Hoje vou fugir do tema adoção, mas me mantenho no tema relação pais/filhos.
 
Existe nas mídias o questionamento sobre a liberação do short em uma escola no Rio Grande do Sul, sem entrar no mérito da questão, pois já adianto que sou contra a liberação, vou usar o tema para levantar o questionamento sobre o que estamos ensinando a esta nova geração.
 
Nós, acima dos 35 anos, fomos criados em uma época que nossos pais sofriam mazelas, crise econômica, dificuldade em acumular bens, manter o emprego, alta inflação, escassez de gás e leite... Tudo era regrado, limitado. Tínhamos que inventar nossas brincadeiras, nossos brinquedos. Televisão era para poucos e mesmo assim limitado, pois o preço da energia era altíssimo. Nossos pais não tinham carro do ano, era um velho fusca, uma variante ou brasilia, que era usado apenas nos passeios de domingo, ir à igreja. Cinema era coisa de adolescentes que já tinham conseguidos empregos ou estágios, namorar somente com permissão e no sofá da sala. Ir para a balada só com consentimento dos pais, com um irmão ou primo mais velho e tinha hora para voltar. Tínhamos que saber, já com 8 anos, a se comportar à mesa, não interromper os mais velhos, não falar palavrão, manter o material organizado, dividíamos as tarefas de casa... A escola? Os professores eram autoridade e aí de nós se tivesse uma reclamação da escola, era consequência séria na certa.
 
Crescemos achando que nossos pais eram malvados, professores retrógrados, sociedade arcaica, mas crescemos, a grande maioria se formou e nos tornamos a 1ª geração que conseguiu abrir as portas das universidades públicas para os filhos de famílias mais pobres, sem uso de bolsa, ou estimulo de financiamento. Escutávamos dos nossos pais: “Quer fazer faculdade meu filho, então estude para passar em uma pública, pois não temos como pagar uma particular!” E com muito estimulo dos nossos pais e um grande esforço nosso, conseguimos chegar às universidades, quando pagas, era por nós mesmos, que trabalhávamos de dia para estudar à noite. Tudo isso por que queríamos ter mais que nossos pais, para poder fornecer aos nossos filhos muito mais que recebemos, uma vida de pouca ou nenhuma privação.
Aí criamos uma geração que jovens com muitos direitos e poucos deveres. Todos tem a obrigação de atendê-los, mas nenhuma obrigação de se esforçar. Pais vivem com medo de corrigirem seus filhos por medo de conselhos tutelares, escolas que não podem suspender alunos que estão com má conduta, polícias que não podem fazer uma revista em um adolescente que acredita que estar com drogas, pois tudo pode dar margem para uma má interpretação e acusação de abuso.
Jovens (que estão cada vez mais velhos usando este estereótipo) que acreditam que os pais tem obrigação de prover, não apenas o sustento, educação e saúde, mais uma vida na qual o jovem não tem por que ter, já que não a conquistou - viagens com amigos, cinema com a turma, roupa da moda, lanches no local da moda, celular de última geração - acreditam que levantar a voz, berrar, xingar e falar em processo, resolverá tudo. Geração que pode humilhar, infligir regras, normas e tá tudo certo. Tudo e todos estão cerceando seus direitos, mas esquecem de que uma vida em sociedade é feita de normas, lutas, metas, objetivos e conquistas.
Estes “jovens” são filhos de pais batalhadores, que tiveram que lutar para conquistar tudo, que não conseguiram nada de graça ou facilmente, pais que convivem com uma frustação permanente de que não fizeram o bastante.
Vou deixar claro, eles fizeram demais ao deram curso de inglês, francês, aula de piano, natação, balé. Deixaram de falar não, não brigaram e não deixaram de castigo. Deram celulares para crianças que mal sabiam escrever, ensinaram a ligar, mandar mensagem, entrar na internet e a encontrar o assunto do trabalho com dois cliques, também permitiram que estes mesmos filhos mostrassem como as suas vidas são lindas, como são felizes e como eles possuem tudo no faz de conta das redes sociais, ensinaram a disfarçar bem seus medos, suas tristezas e seus anseios, aí entraram em uma competição (nada escolar) de quem tem mais, quem é mais feliz, e os pais que se esforcem para manter os filhos felizes eternamente no faz de conta da vida!
Mas vou colocar o dedo nas feridas de cada um destes pais, eles fizeram muito pouco por seus filhos, eles não fizeram o BÁSICO! Não ensinaram a respeitar os mais velhos, a esperar o adulto terminar de falar antes de questionar algo, a chamar os mais velhos de senhor/senhora, a comer de forma moderada, não ensinaram a respeitar os mais velhos, aos professores, as normas de sociedade, que as coisas não são descartáveis, que tudo e todos têm valor. Não ensinaram que para tudo tem hora e local certo, que a vida não é feita de selfies e clicks na internet, esqueceram-se de ensinar seus filhos que a vida é feita de vitorias e frustações, e quantas frustações!!!
Os pais esqueceram o principal, de que devemos criar os filhos para o mundo, não para nós!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Livros Espíritas que Abordam o Tema Adoção

"Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias." 

Allan Kardec

 

 
 

 

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Filmes que Abordam o Tema Adoção de alguma forma.

Tem mais filmes para indicar? Me escreva!!!




O Coração Corajoso de Irena Sendler
 
 




A História Oficial


Uma Lição de Amor



Annie

Pele Cor de Mel

Ensinando A Viver

Destinos Ligados


Juno

Mamãezinha Querida

O Paizão


Arena dos Sonhos 2

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Adotar é SER...


 
Muitas pessoas falam: Quando eu tiver condições, eu adoto!
Saiba que a condição que VOCÊ tem hoje,
é mais que suficiente para uma criança ou jovem!
Adotar não é dar!
Adotar é SER...
Ser exemplo! ...

Ser dedicação!
Ser amparo!
Ser ouvinte!
Ser abraços!
Ser Amor em forma de gente!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Conversando sobre um tabu - Abuso Sexual X Adoção - Você esta preparado???



Muitas são as crianças abrigadas que sofreram abuso sexual. Este abuso pode se dar de várias formas, o ato em si, ou de forma mais cruel, sim tem uma forma pior, onde a vitima, passa a atuante da ação. Elas são manipuladas, desde pequenas, a achar que aquilo é normal, seja com carinhos mais íntimos, seja com filmes adultos, masturbação, sexo explicito... A criança cresce achando que aquilo faz parte da relação filho-pai.

E aí, quando chegar à sua casa???

Algumas que compreendem o ato como uma violência física vão se tornar mais arriscas, evitando o contato, se estremecendo e encolhendo a cada abraço, mas muitas não vão entender que foram vitimas e vão buscar este contato mais intimo - como parte de se sentir aceita - com o novo pai/avô/tio... Afinal, é normal repetir todos os comportamentos que tiveram e que foram ensinados na família de origem com a família afetiva. E aí esta a maior crise, muitas destas novas famílias as devolvem, taxando as crianças de pervertidas, taradas, ninfomaníacas, degeneradas espiritualmente e sem caráter. Trazendo mais traumas e culpa para a criança ou jovem!

Não há uma receita pronta para fazer esta criança ou jovem compreender o fato ao todo, necessitará da presença e perseverança de todos os envolvidos, que ensinará como são os laços afetivos de uma família saudável, muita paciência sobre o ensinar repetidamente a mesma coisa, até que os velhos hábitos sejam esquecidos e os novos compreendidos. É logico que a nova família irá necessitar de apoio psicológico e que não será em curto prazo que os resultados começarão a aparecer.

Não existe, neste tipo de trauma, uma recuperação imediata, a nova família necessitará de muito AMOR e DETERMINAÇÃO para superar os obstáculos e galgar a vitória sobre o ato mais desumano que uma pessoa pode sofrer, ter o seu corpo e alma violados!

Como diz a Rosana Silva do GAAAI-PR - "
Receber um filho vítima de abuso sexual demanda além de boa vontade, muita resiliência e preparação. É necessário entender o que o abuso causa ao desenvolvimento da criança, quais serão os comportamentos esperados, como lidar com eles, a indispensabilidade de acompanhamento psicológico da criança E DOS PAIS ADOTANTES. Insisto: não basta ter boa vontade, é necessário preparar-se para entender, enfrentar e vencer grandes desafios, mas o retorno será intenso, o amor será dobrado."

REPORTAGEM - Filhos do coração! Mães dividem histórias emocionantes de adoção



Para ler o resto da entrevista e as demais, entrar no link abaixo:

http://entretenimento.r7.com/mulher/filhos-do-coracao-maes-dividem-historias-emocionantes-de-adocao-04012016