domingo, 28 de fevereiro de 2016

Simplicidade da Educação

 
 

Hoje vou fugir do tema adoção, mas me mantenho no tema relação pais/filhos.
 
Existe nas mídias o questionamento sobre a liberação do short em uma escola no Rio Grande do Sul, sem entrar no mérito da questão, pois já adianto que sou contra a liberação, vou usar o tema para levantar o questionamento sobre o que estamos ensinando a esta nova geração.
 
Nós, acima dos 35 anos, fomos criados em uma época que nossos pais sofriam mazelas, crise econômica, dificuldade em acumular bens, manter o emprego, alta inflação, escassez de gás e leite... Tudo era regrado, limitado. Tínhamos que inventar nossas brincadeiras, nossos brinquedos. Televisão era para poucos e mesmo assim limitado, pois o preço da energia era altíssimo. Nossos pais não tinham carro do ano, era um velho fusca, uma variante ou brasilia, que era usado apenas nos passeios de domingo, ir à igreja. Cinema era coisa de adolescentes que já tinham conseguidos empregos ou estágios, namorar somente com permissão e no sofá da sala. Ir para a balada só com consentimento dos pais, com um irmão ou primo mais velho e tinha hora para voltar. Tínhamos que saber, já com 8 anos, a se comportar à mesa, não interromper os mais velhos, não falar palavrão, manter o material organizado, dividíamos as tarefas de casa... A escola? Os professores eram autoridade e aí de nós se tivesse uma reclamação da escola, era consequência séria na certa.
 
Crescemos achando que nossos pais eram malvados, professores retrógrados, sociedade arcaica, mas crescemos, a grande maioria se formou e nos tornamos a 1ª geração que conseguiu abrir as portas das universidades públicas para os filhos de famílias mais pobres, sem uso de bolsa, ou estimulo de financiamento. Escutávamos dos nossos pais: “Quer fazer faculdade meu filho, então estude para passar em uma pública, pois não temos como pagar uma particular!” E com muito estimulo dos nossos pais e um grande esforço nosso, conseguimos chegar às universidades, quando pagas, era por nós mesmos, que trabalhávamos de dia para estudar à noite. Tudo isso por que queríamos ter mais que nossos pais, para poder fornecer aos nossos filhos muito mais que recebemos, uma vida de pouca ou nenhuma privação.
Aí criamos uma geração que jovens com muitos direitos e poucos deveres. Todos tem a obrigação de atendê-los, mas nenhuma obrigação de se esforçar. Pais vivem com medo de corrigirem seus filhos por medo de conselhos tutelares, escolas que não podem suspender alunos que estão com má conduta, polícias que não podem fazer uma revista em um adolescente que acredita que estar com drogas, pois tudo pode dar margem para uma má interpretação e acusação de abuso.
Jovens (que estão cada vez mais velhos usando este estereótipo) que acreditam que os pais tem obrigação de prover, não apenas o sustento, educação e saúde, mais uma vida na qual o jovem não tem por que ter, já que não a conquistou - viagens com amigos, cinema com a turma, roupa da moda, lanches no local da moda, celular de última geração - acreditam que levantar a voz, berrar, xingar e falar em processo, resolverá tudo. Geração que pode humilhar, infligir regras, normas e tá tudo certo. Tudo e todos estão cerceando seus direitos, mas esquecem de que uma vida em sociedade é feita de normas, lutas, metas, objetivos e conquistas.
Estes “jovens” são filhos de pais batalhadores, que tiveram que lutar para conquistar tudo, que não conseguiram nada de graça ou facilmente, pais que convivem com uma frustação permanente de que não fizeram o bastante.
Vou deixar claro, eles fizeram demais ao deram curso de inglês, francês, aula de piano, natação, balé. Deixaram de falar não, não brigaram e não deixaram de castigo. Deram celulares para crianças que mal sabiam escrever, ensinaram a ligar, mandar mensagem, entrar na internet e a encontrar o assunto do trabalho com dois cliques, também permitiram que estes mesmos filhos mostrassem como as suas vidas são lindas, como são felizes e como eles possuem tudo no faz de conta das redes sociais, ensinaram a disfarçar bem seus medos, suas tristezas e seus anseios, aí entraram em uma competição (nada escolar) de quem tem mais, quem é mais feliz, e os pais que se esforcem para manter os filhos felizes eternamente no faz de conta da vida!
Mas vou colocar o dedo nas feridas de cada um destes pais, eles fizeram muito pouco por seus filhos, eles não fizeram o BÁSICO! Não ensinaram a respeitar os mais velhos, a esperar o adulto terminar de falar antes de questionar algo, a chamar os mais velhos de senhor/senhora, a comer de forma moderada, não ensinaram a respeitar os mais velhos, aos professores, as normas de sociedade, que as coisas não são descartáveis, que tudo e todos têm valor. Não ensinaram que para tudo tem hora e local certo, que a vida não é feita de selfies e clicks na internet, esqueceram-se de ensinar seus filhos que a vida é feita de vitorias e frustações, e quantas frustações!!!
Os pais esqueceram o principal, de que devemos criar os filhos para o mundo, não para nós!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Livros Espíritas que Abordam o Tema Adoção

"Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias." 

Allan Kardec

 

 
 

 

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Filmes que Abordam o Tema Adoção de alguma forma.

Tem mais filmes para indicar? Me escreva!!!




O Coração Corajoso de Irena Sendler
 
 




A História Oficial


Uma Lição de Amor



Annie

Pele Cor de Mel

Ensinando A Viver

Destinos Ligados


Juno

Mamãezinha Querida

O Paizão


Arena dos Sonhos 2