Sei que normalmente escrevo sobre adoção, mas hoje venho desabafar, estou
cansada de receber e-mails, mensagens e de ser marcada em postagens contra o uso
da ritalina e outras medicações da
mesma natureza, que sugerem que deixam crianças como zumbis!
Primeiro quero deixar claro que
sim, sou contra a medicação de crianças e adolescentes e acredito sim, que
exista o uso indiscriminado destas medicações. Qualquer criança com energia
normal de criança, hoje é tida como hiperativa e então segue medicada para dar
menos trabalho aos professores e pais, quando deveriam estar correndo, pulando,
subindo em árvores, para queimar energia, como era antigamente. Segundo, se a criança esta com comportamento "zumbi" (falta de sono, falta de apetite, sem interação), deve retornar ao neuropediatra e informar, onde será ministrada nova dosagem ou outro tipo de medicamento, infelizmente esta adequação é por tentativa e erro.
Saiba que, só quem é
mãe e pai de uma criança diagnosticada – corretamente – com TDA ou TDAH sabe
quando tarefas simples, como comer, tomar banho, escovar os dentes se
transformam em uma batalha. Estudar então, chegar a ser a hora do terror de
muitos pais, mães e filhos.
Depois de muitas terapias, aulas extracurriculares, atividades físicas, reforço, terapias convencionais ou não convencionais (como hipnose), muitos acabam cedendo ao auxilio da medicação. Vejam, quando um filho tem diagnostico de TDA ou TDAH, muitas vezes isso não vem sozinho, vem acompanhado de DPAC, dislexia, TOC, TCL, TDO e os pais precisam lidar com o luto do filho idealizado, ao mesmo tempo, precisam aceitar a nova realidade e já buscar ajuda para o seu filho, passam então a viver em outro universo, o do preconceito!
Depois de muitas terapias, aulas extracurriculares, atividades físicas, reforço, terapias convencionais ou não convencionais (como hipnose), muitos acabam cedendo ao auxilio da medicação. Vejam, quando um filho tem diagnostico de TDA ou TDAH, muitas vezes isso não vem sozinho, vem acompanhado de DPAC, dislexia, TOC, TCL, TDO e os pais precisam lidar com o luto do filho idealizado, ao mesmo tempo, precisam aceitar a nova realidade e já buscar ajuda para o seu filho, passam então a viver em outro universo, o do preconceito!
Muitas escolas tratam as crianças
portadoras de TDA ou TDAH como bagunceiras, sem limites, sem educação, desinteressadas,
às vezes, mesmo com laudo médico, alguns professores não sabem abordar de forma
diferenciada estes alunos.
Na sociedade, este pré-julgamento
continua, julgados como “pais bananas” e permissivos, que aceitam tudo que o
filho faz, estes pais são constantemente avaliados pela falta de controle sobre
os filhos, quando então, já esgotados de todos os julgamentos e tratamentos,
muitas vezes com pouco ou nenhum resultado visível, optam pela medicação como porta
de salvação para que o filho, passe então a produzir de forma esperada na
escola e perante a sociedade, passam então de “pais banana” a algozes, que dopam
o filho com medicações para então dissimular a falta de controle sobre os
filhos.
Nada machuca mais os pais do que
este julgamento!
Desconheço um pai ou mãe, que se pudesse não medicar o filho, não pararia imediatamente. Eles cedem a esta esperança por falta de melhora visível ou suficiente nos outros tratamentos efetuados. Só quem é pai e mãe, sabe a luta diária que é ler um texto, fazer uma continha, efetuar uma interpretação, se o filho for portador de TDA ou TDAH. Se abrimos mão de nossas verdades, em busca de uma melhora dos nossos filhos, não é porque somos irresponsáveis, muito pelo contrário, desejamos que nossos filhos melhorem, se desenvolvam, sejam capazes de executar tarefas que as crianças da idade deles fazem.
Desconheço um pai ou mãe, que se pudesse não medicar o filho, não pararia imediatamente. Eles cedem a esta esperança por falta de melhora visível ou suficiente nos outros tratamentos efetuados. Só quem é pai e mãe, sabe a luta diária que é ler um texto, fazer uma continha, efetuar uma interpretação, se o filho for portador de TDA ou TDAH. Se abrimos mão de nossas verdades, em busca de uma melhora dos nossos filhos, não é porque somos irresponsáveis, muito pelo contrário, desejamos que nossos filhos melhorem, se desenvolvam, sejam capazes de executar tarefas que as crianças da idade deles fazem.
Não merecemos sermos julgados por
estarmos tentando o melhor para nossos filhos, por desejarmos ajuda-los a se
desenvolverem e se tornarem adultos conscientes, responsáveis por suas vidas.
Somos pais de crianças especiais
e para elas lutamos todos os dias contra todos, incluindo o preconceito!

Adorei
ResponderExcluirInfelizmente as pessoas na sociedade não tem noção do que passamos para sermos país adotivos.Sou mãe de uma pré adolescente que faz td tipo de análise e mesmo assim precisa da ritalina..tbm não Sou a favor mas é necessário. ...então Ellen deixem pensarem falarem os mais preconceituoso são os familiares e amigos próximos.tenho vivido dias flutuantes de humor com minha filha .mas amo a so quero ve la bem e feliz.ÓTIMO seu artigo.
ResponderExcluirAdorei seu texto passo por isso é as pessoas não entendem. Mas o importante é nossos filhos.
ResponderExcluirConcordo com vc Rosangela, a alegria deles, ao conseguirem completar uma tarefa sozinho, compensa qualquer coisa!
ExcluirTenho TDA e tenho 23 anos, comecei o tratamento medicamentoso a menos de 2 meses e sinto uma mudança enorme no meu dia a dia. Evolui em um mês o q nunca consegui fazer durante a vida inteira. Aumentei a produtividade, foco nas aulas e atividades em geral. Quem dera eu pudesse ter feito o tratamento desde criança. Cada caso é um caso, mas se eu tivesse um filho nas mesmas situações que eu, começaria a medicação o quanto antes. Ninguém nega analgésico a alguém q está com dor e não deveriam criminalizar este medicamento.
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