sábado, 17 de fevereiro de 2018

Fica a Reflexão - Quero ter um bebê ou quero ser mãe?



    Esta semana fui chamada de ignorante, que tenho cascos, sem empatia, agressiva, infeliz, pobre de alma, sem tato.... Porque respondi, em uma postagem onde a pessoa reclama que deste 2002 (16 anos???) NÃO há nenhuma adoção na sua cidade (interior do Paraná), e que ela sente uma tristeza imensa pq a vez dela não chega.
Segue minha resposta na integra, sem edição, rsssss

“Triste pq? 
Não é sinal de que nenhuma criança está sendo negligenciada?     
Que, mesmo as que vão para o abrigo, estão conseguindo voltar para as suas famílias de origem?
Não é sinal de que, o número de gestantes drogatitas estão menores na SUA CIDADE?
Ou você acha que o juiz está abrigando bebês e deixando lá por 18 anos, só para a fila não andar?”


     Gente, que cidade ótima, este não é o sonho de todos, de que as crianças não sejam vítimas de maus tratos, de abandono, de violência? São 16 anos que nenhuma criança, na cidade dela, precisa sair de sua família de origem, quem dera que o Brasil todo fosse assim!

     Eu sou a devoradora de sonhos desalmada nos grupos, quando falo que há dois tipos de habilitados, o que quer ter um bebê e o de ser mãe, o primeiro, que deseja o bebê, é aquele que, muitas vezes, não conseguiu gerar, espera que venha a tão compensação de Deus para o seu coração, acha que só assim se sentirá completa, trocando fraldas, choros pela madrugada, ensinando a andar, falar, desfraldando.  E há o segundo grupo, que sonha em ser mãe, corre atrás, se prepara, estuda, se informa, levanta e assume o que deseja e paga o ônus do desejo da maternidade, seja ela bebê, seja ela uma criança especial, seja uma adoção tardia ou grupo de irmãos, NÃO fica condenando ninguém pelo ônus da sua escolha.

     Eu, quando iniciei o processo de habilitação li uma seguinte frase: É de uma crueldade imensa quem fica chorando porque não tem bebês para adoção! Não lembro quem escreveu isso, foi no antigo ORKUT. Levei tempo para entender, mas compreendi muito bem! Quando o adulto fica “batendo o pé” pq quer um bebê, ele está desejando que uma mulher sem estrutura engravide, que viole os direitos daquele ser já no útero, que o exponha a drogas, álcool, doenças, que toda a sua família extensa (avôs, tios, genitor) seja tão negligente como a genitora. E desejar que, em vez de ir para um berço ricamente decorado especialmente preparado para ele, vá para um abrigo, onde não terá o aconchego de mamar no peito, nem colo de madrugada nas cólicas que insistem em aparecer no meio da noite.

     Não tô escrevendo isso para que todos corram para as VIJ mudar o perfil para adoção tardia, especial, grupos de irmãos, os bebês também merecem ser adotados, mas quando critico uma postagem, e isso faço mesmo, tento instigar o pensamento do pq deixar para ser mãe daqui 10 anos, se já há crianças para adoção hoje?


Fica aí a reflexão! 

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